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Autor de duplo homicídio em Marília confessa ter comprado arma meses antes • Marília Notícia

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Crime teria sido premeditado há cerca de dois meses (Foto: Divulgação/Polícia Militar Rodoviária)

A prisão de Umberto Muniz de Melo, de 73 anos, realizada pela Polícia Militar Rodoviária na madrugada de 30 de dezembro, em Boituva, revelou detalhes sobre a execução de um casal na noite anterior, em Marília.

Em depoimento à polícia, o idoso não apenas confessou o duplo homicídio da ex-companheira, Maria da Glória Lima Xavier, de 50 anos, e do atual namorado dela, Jaelson da Hora Silva, de 52, como também detalhou o crime, que – segundo ele – foi planejado.

Segundo o registro policial, a tragédia começou a ser desenhada cerca de dois meses antes, logo após o fim do relacionamento entre Umberto e Maria da Glória. Sem aceitar a separação e com o novo relacionamento da ex-mulher, ele admitiu ter adquirido um revólver calibre 38 em Tupã com a intenção de cometer o crime.

Casal morreu em emboscada à margem da SP-294 em Marília (Foto: Redes Sociais)

“Comprei com o intuito de realizar esse fato”, consta em depoimento dado pelo idoso no interrogatório.

Umberto relatou ainda ser pai de cinco filhos, com idades entre 43 e 52 anos, nenhum deles fruto do relacionamento com a vítima.

A dinâmica do crime, ocorrido às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), indica que o autor monitorava os passos das vítimas. Maria da Glória e Jaelson, ambos funcionários da empresa de ônibus Guerino Seiscento, haviam acabado de chegar de uma viagem vinda de Tupã.

Casal foi executado ao descer de ônibus na SP-294, em Marília (Foto: Arquivo/Marília Notícia)

Testemunhas relataram que uma caminhonete S10 branca, de propriedade de Umberto, seguiu o ônibus e estacionou logo atrás do veículo no momento do desembarque.

Assim que o casal desceu, foi surpreendido pelos disparos. Os dois foram atingidos no tórax e no pescoço. Nenhum teve chance de defesa.

Após a execução, Umberto fugiu em direção à capital paulista e foi interceptado horas depois no quilômetro 111 da rodovia Castelo Branco, em Boituva. No veículo, os policiais encontraram a arma do crime, com munições deflagradas e intactas. O autor alegou que pretendia abandonar o carro em São Paulo e fugir para Curitiba, mas foi detido antes de concluir a fuga.





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