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Velório é invadido e sala onde esteve corpo de autor de feminicídio é depredada • Marília Notícia

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Salas invadidas durante a madrugada foram ocupadas normalmente na manhã desta quarta-feira (Foto: Rodrigo Viudes/Marília Notícia)

O Velório Municipal de Marília foi invadido na madrugada desta quarta-feira (31) por homens que depredaram salas e violaram caixões. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como dano ao patrimônio e vilipêndio de cadáver.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 3h para atender a um chamado de dano ao prédio. No local, funcionários relataram que dois indivíduos invadiram as salas 1 e 2 e quebraram portas de vidro.

Ainda conforme o registro policial, os invasores destamparam caixões que estavam com corpos. A perícia técnica foi acionada e esteve no local. O prédio possui câmeras de videomonitoramento, que registraram a ação. As imagens foram entregues à Polícia Civil para investigação.

Funcionários informaram que, em uma das salas invadidas, havia ocorrido horas antes o velório de Alan Rodrigo, autor confesso do feminicídio da técnica de enfermagem Vanessa Anízia da Silva Carvalho, ambos de 43 anos. A suspeita é de que os autores da invasão estivessem atrás do corpo dele.

Segundo apuração do Marília Notícia, o cadáver foi velado no local por cerca de meia hora antes do sepultamento.

Corpo de Alan Rodrigo, autor confesso de feminicídio, foi velado por meia hora em uma das salas invadidas (Foto: Marília Notícia/Divulgação)

Durante a ação, os autores ainda teriam lançado rojões em direção aos funcionários do velório antes de deixarem o prédio. Não houve registro de feridos.

O Marília Notícia apurou que não houve danos aos caixões violados e que as portas de vidro quebradas já haviam sido reparadas na manhã desta quarta-feira. Não foi necessária a transferência dos corpos das salas invadidas. Todas as salas do velório estavam ocupadas.

Ainda segundo a apuração, não havia familiares dos falecidos nas salas no momento da invasão, que ocorreu durante a madrugada, quando todas estavam fechadas. Procurado, o serviço funerário informou apenas que as imagens internas de videomonitoramento foram encaminhadas à Polícia Civil e não comentou o ocorrido.

Não há nada que confirme oficialmente que a invasão pode ter relação com o autor do feminicídio. Procurada pelo MN, a filha de Vanessa, Thamirys Soares, afirmou desconhecer a ocorrência. “Só sei dizer que muitas pessoas estão indignadas”, disse. A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os responsáveis.





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