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Horas de negociação até prisão, dor na despedida; feminicídio comove em Marília

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Marília O feminicídio com horas de negociação até a prisão, dois dias de abandono da vítima e muitas mensagens de dor na despedida comove moradores em Marília, inclusive sem qualquer relação com a vítima, Vanessa Silva de Carvalho, 43.

Ela morreu na manhã da terça-feira, dia 23, dentro do carro com o companheiro, Alan Rodrigo Santana Correa. O corpo ficou em uma vala de contenção de chuva em Vera Cruz até o final da tarde de ontem (25).

A prisão

Os policiais chegaram ao corpo depois que Alan Rodrigo se entregou, foi preso – e confessou o crime – em operação que começou por volta de 11h.

As advogadas Larissa Toríbio e Michele Pigozzi foram ao plantão policial, informaram que Alan as procurou e orientaram rendição.

Definiu o Marília Shopping como ponto de encontro. em dias normais, seria local de grande movimentação, porém, em função do feriado de Natal, estava vazio.

Horas de negociação até prisão, dor na despedida; feminicídio comove em Marília
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Contudo, entre o anúncio do acordo, a saída da equipe e a prisão, foram vários contatos conversas até a entrega final.

A partir daí, novas conversas para chegar ao corpo, em uma área de mato ao lado de estrada vicinal de Vera Cruz.

“Esse era meu ponto principal: entregar à família o corpo da vítima, falei sobre isso com ele desde o início”, explicou a advogada Larissa Toríbio.

Alan sofreu prisão em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, mas pode ainda ter prisão preventiva pelo feminicídio,

A morte

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Alan disse que a briga do casal começou na noite anterior, em 22 de dezembro, e que ele manifestou desejo de ir embora da casa. Disse que a mulher não concordou, fez ameaças e ainda tomou a chave do carro quando ele pretendia sair.

Afirmou que foi para o quarto e, na madrugada, ela começou agressões. Porém, confirmou que durante a briga Vanessa já sofreu lesões e ficou desacordada. A filha da vítima relata, inclusive, que viu Alan desferiu golpe ‘mata-leão’ na mãe – ele nega – e que havia sangue no chão e roupa de cama.

O homem colocou Vanessa no carro – disse à polícia que ela estava no banco de trás -, mas que no trajeto ela avançou sobre ele, que reagiu com um canivete. Admitiu ‘uma ou duas vezes’ de ataque, atingiu o pescoço de Vanessa e ‘percebeu que ela estava morrendo’.

Não foi ao hospital ‘por medo’ e por volta de 7h30 do dia 23 abandonou o corpo da companheira na bacia de contenção de chuva.

Comoção e despedida

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Familiares na porta da delegacia à espera de informações

O depoimento acabou já na noite da quinta-feira e a família de Vanessa – adultos, jovens e crianças – permaneceu durante todo o dia na porta da delegacia.

Íris, a mãe da vítima, mostrou diferentes momentos de emoção e desespero, com pedidos para que Alan entregasse o corpo de Vanessa.

A polícia entrou com o suspeito por uma porta lateral que dá acesso direto ao prédio, sem contato próximo dos familiares.

A comoção continuou em mensagens de redes sociais, apelas controla violência doméstica, postagens de carinho, saudade e indignação.

A página do obituário com o registro de velório e sepultamento também ganhou dezenas de manifestações de fé e apoio. Não haverá velório. A despedida, com a família, acontece na tarde desta sexta-feira.



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