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A liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central impacta fundos de pensão estaduais e municipais (RPPS) expostos aos ativos do banco, que não contam com a proteção do FGC.
A RioPrevidência teria exposição de R$ 2,6 bilhões, apesar de negar a informação; a Amprev detinha R$ 426,1 milhões (4,71% da carteira); o fundo de Maceió tinha R$ 115,8 milhões (1,02% da carteira); o de São Roque aplicou R$ 107,4 milhões (18,7% da carteira e 90% do crédito privado); e o de Cajamar, R$ 107 milhões (14,8% da carteira), destacando elevado risco para a previdência dos servidores dessas localidades.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, nesta terça-feira, 18 de novembro, menos de 24 horas após o anúncio da venda para a Fictor. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) calcula que 1,6 milhão de credores têm direito à restituição dos aportes feitos em CDBs da instituição financeira, com R$ 41 bilhões elegíveis à taxa de ressarcimento.
Mas essa conta também pode chegar aos fundos de pensão de municípios e estados (RPPS) que têm exposição aos ativos do Master. E, diferentemente das pessoas físicas, eles não têm a garantia do FGC.
Um exemplo é o caso da RioPrevidência. Segundo o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o fundo teria uma exposição de R$ 2,6 bilhões aos títulos do banco — informação que a própria RioPrevidência nega.
Mas há casos documentados nos próprios relatórios dos fundos de pensão sobre essa exposição. No fim de agosto, a Amapá Previdência (Amprev) afirmou ter R$ 426,1 milhões em ativos do Master, o que correspondia a 4,71% de toda a carteira de investimentos do fundo dos servidores do Amapá.
Quem também tinha exposição documentada em ativos do Master era o fundo de pensão da prefeitura de Maceió, que, em maio, contava com R$ 115,8 milhões em letras financeiras do banco, o equivalente a 1,02% da carteira.
O potencial danoso pode ser ainda maior no caso do fundo de pensão da Prefeitura de São Roque, no estado de São Paulo. Estima-se que R$ 107,4 milhões estavam alocados no Master. Embora menor, o volume correspondia a 18,7% do fundo, no fim de setembro, e a 90% da carteira de crédito privado da instituição.
Outro caso de exposição ao Master foi registrado no fundo de previdência da Prefeitura de Cajamar, também no estado de São Paulo, que tinha R$ 107 milhões em ativos do Master, o que significa 14,8% da carteira. A concentração, no fim de outubro, só era inferior à que o fundo tinha em ativos da Caixa Econômica Federal e em títulos públicos.





