A Vivo está implementando a tecnologia Digital Twins (Gêmeos Digitais, em tradução literal), que são modelos virtuais projetados para replicar com precisão e em tempo real a rede física. A técnica é muito utilizada para otimizar desempenho, fazendo simulações em larga escala.
“Temos uma avenida enorme para percorrer. Queremos ser parceiros tecnológicos para a implementação de inteligência artificial (IA) nos nossos clientes”, disse o CEO da operadora, Christian Gebara, sem entrar em mais detalhes sobre a novidade.
Da telefonia fixa ao B2B
Com 60 milhões de clientes e 116 milhões de acessos, a empresa passou por diversos processos desde o seu surgimento, em 1998, que foram abordados no painel. Naquele ano, a Vivo fornecia apenas telefonia fixa, um serviço caro para a época. De forma totalmente antagônica, hoje, a telefonia fixa representa apenas 5% da receita da operadora e, anualmente, decresce entre 20% e 24%.
Com um portfólio mais robusto, o executivo explica que os serviços digitais incorporados pela operadora foram uma forma de crescer e fidelizar clientes. “Essa expansão é focada especialmente nos aspectos mais carentes do Brasil, como saúde, educação e energia, por isso fizemos investimentos em empresas desses setores. Com isso, a gente os inclui em nossa proposta de valor”, observou Gebara, no Zoox Data Revolution, realizado nesta terça-feira, 18, em São Paulo.
Em meio a esse processo, o público B2B vem ganhando cada vez mais espaço. A cartela de clientes representa R$ 5 bilhões da receita total da Vivo, o equivalente a 8%. Só em serviços digitais, ela movimenta R$ 1,8 bilhão, em torno de 3%.
Foto: Christian Gebara, CEO da Vivo, em painel moderado por Rafael de Albuquerque, fundador e CEO da Zoox. Karina Merli/Mobile Time.





